Quinze anos depois, o Benfica estava de regresso a uma final das competições europeias. O clube de Lisboa tinha dado um enorme passo rumo à modernidade quando, no início da época, contratou Sven-Göran Eriksson. O treinador sueco tinha acabado de levar o IFK Göteborg a conquistar a Taça UEFA e esteve quase a repetir a proeza em Lisboa. O Benfica conquistou o campeonato e a Taça de Portugal, mas não teve a mesma sorte nos palcos europeus.
Benfica favorito
A equipa portuguesa começou por afastar o Real Betis Balompié, Sporting Lokeren St-Niklaas Waasland e FC Zürich, para nos quartos-de-final deixar pelo caminho a AS Roma. Nas meias-finais, os "encarnados" bateram o FC Universitatea Craiova, seguindo em frente graças aos golos marcados fora de casa. Com estrelas como Zoran Filipovic e Glenn Stromberg, o Benfica era favorito para bater o RSC Anderlecht na final. Na primeira mão, no estádio do Heysel, em Bruxelas, a equipa da casa venceu com um golo solitário do internacional dinamarquês Kenneth Brylle, um resultado que não retirou optimismo aos portugueses.
Felicidade de Lozano
Mas o Anderlecht não era uma equipa qualquer. A formação de Paul van Himst afastou o Porto na segunda eliminatória e venceu os dois jogos dos quartos-de-final com o Valencia CF. Acabou por não ser grande surpresa quando, aos 38 minutos do jogo no Estádio da Luz, Juan Lozano colocou o marcador em 1-1, um resultado que deu o troféu aos belgas com um total de 2-1. Foi o terceiro título europeu do Anderlecht em quatro tentativas.