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Hamann recorda final de emoções fortes

Publicado: Segunda-feira, 18 de Maio de 2009, 18.53CET
Recordando uma das melhores finais de sempre da Taça UEFA ao uefa.com, Dietmar Hamann descreveu a vitória (5-4) do Liverpool sobre o Alavés, em 2001, como "uma montanha-russa de duas horas e meia".
Hamann recorda final de emoções fortes
Dietmar Hamann ergue a Taça UEFA em 2001 ©Getty Images
 
 
Publicado: Segunda-feira, 18 de Maio de 2009, 18.53CET

Hamann recorda final de emoções fortes

Recordando uma das melhores finais de sempre da Taça UEFA ao uefa.com, Dietmar Hamann descreveu a vitória (5-4) do Liverpool sobre o Alavés, em 2001, como "uma montanha-russa de duas horas e meia".

Liverpool FC 5-4 Deportivo Alavés (Liverpool vencedor com golo de ouro)
Westfalenstadion, Dortmund, 16 de Maio

Babbel 4, Gerrard 16, McAllister pen 41, Fowler 73, Gelí ag 116; Alonso 27, Javi Moreno 48 51, Cruyff 89

Era uma final improvável, entre o Deportivo Alavés e Liverpool FC. O primeiro não tinha qualquer título doméstico no seu museu; o segundo, a maior lista de troféus do futebol inglês. Juntos formaram a dupla perfeita. Ou por outra, a final da Taça UEFA que disputaram em 2001 é que pareceu ser o jogo perfeito. A Europa não via nada assim desde a década de 1950, na altura em que dominava o Real Madrid CF. De lamentar apenas a forma cruel como foi decidida: o golo de ouro que separou as duas equipas foi um autogolo do defesa Delfi Gelí, do Alavés, a quatro minutos do final do prolongamento. Revelou-se o suficiente para dar ao Liverpool a vitória por 5-4 e a terceira Taça UEFA do seu historial.

Os "merseysiders", que ressurgiam sob o comando do treinador Gérard Houllier, tinham ultrapassado uma lista de adversários difíceis, com apenas uma mancha no seu percurso: derrota em casa por 1-0 diante da AS Roma. No entanto, já tinham vencido em Roma por 2-0, portanto o campeão desse ano da Serie A juntou-se a uma lista de vítimas ilustres que incluía o Olympiacos CFP, o FC Porto e o FC Barcelona. Por seu turno, o Alavés surpreendera os espectadores italianos ao eliminar o favorito FC Internazionale Milano em San Siro. O clube basco tinha demonstrado não ter respeito pelo estatuto dos adversários, depois de ter subido desde a terceira divisão espanhola sob o comando do carismático José Manuel Esnal, conhecido por "Mané". O Alavés era agora o "tomba-gigantes" europeu, algo que o 1. FC Kaiserslautern aprendeu nas meias-finais, onde sofreu nove golos dos espanhóis. Contudo, o Liverpool era um adversário mais difícil. Iván Alonso, Javi Moreno (por duas vezes) e Jordi Cruyff marcaram pela equipa de azul e amarelo, enquanto Markus Babbel, Steven Gerrard, Gary McAllister e Robbie Fowler apontaram os tentos dos "reds". Dietmar Hamann, antigo médio do Liverpool, recorda esta final incrível.

Dietmar Hamann
Foi uma autêntica montanha-russa de duas horas e meia, para os adeptos e para nós. Creio que nunca se tinham marcado nove golos numa final da Taça UEFA. Só por isso já foi especial, mas também pela marcha do marcador – liderámos por 2-0, 3-1 e 4-3 antes de eles empatarem no último minuto. Foi também a única final decidida pela regra do golo de ouro, que marcámos perto do final do prolongamento. Foi fantástico vencer dessa forma e ter sido no meu país foi inacreditável.

Penso que entrámos demasiado confiantes. Tínhamos derrotado o Barcelona nas meias-finais, éramos os favoritos, todos esperavam a nossa vitória e chegámos a dispor de uma vantagem de 2-0. Mas sabíamos que o Alavés tinha uma boa equipa e estava na final por mérito próprio, porque tinha derrotado adversários de valor no seu percurso. Depois de termos chegado ao 2-0, eles marcaram um golo e nós fizemos o 3-1. A partir daí acreditámos que estaria tudo resolvido, mas subestimámo-los, facilitámos demasiado, porque de cada vez que abrandávamos o ritmo eles recuperavam.

O empate no último minuto foi devastador, já que estivemos em vantagem praticamente durante toda a partida e quando eles empataram parecia que essa vantagem tinha caído para o lado deles. É desgastante quando estamos sempre na frente e o adversário consegue recuperar. Por vezes acreditamos em nós próprios, outras perdemos a fé. Tínhamos de ser fortes e mantermo-nos unidos. Era preciso continuar e acreditar. E obviamente que antes do golo decisivo já nos estávamos a preparar para as grandes penalidades. A sorte voltou a favorecer-nos com um autogolo após um livre de Gary McAllister. Foi um enorme alívio, um final emotivo para um jogo de emoções, sendo que para nós foi o final apropriado para um jogo fantástico.

Última actualização: 18-05-09 16.03CET

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