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Finais históricas em Amesterdão

Publicado: Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013, 17.31CET
A Amsterdam ArenA recebe a sua segunda grande final, mas a cidade tem estado muitas vezes no centro do futebol ao nível de clubes e não apenas durante os jogos do Ajax.
Finais históricas em Amesterdão
Predrag Mijatović marcou o golo da vitória na final de 1998 da UEFA Champions League, em Amesterdão ©Getty Images
 
 
Publicado: Terça-feira, 15 de Janeiro de 2013, 17.31CET

Finais históricas em Amesterdão

A Amsterdam ArenA recebe a sua segunda grande final, mas a cidade tem estado muitas vezes no centro do futebol ao nível de clubes e não apenas durante os jogos do Ajax.

A final de 2012/13 da UEFA Europa League, entre SL Benfica e Chelsea FC, vai ser a segunda de uma competição europeia a disputar-se na Amsterdam ArenA desde a sua inauguração, em Agosto de 1996.

O Estádio Olympisch também recebeu duas finais, para além de outras partidas decisivas com o AFC Ajax: a edição de 1972 da Taça Intercontinental, as SuperTaças Europeias de 1973, 1974, 1987 e 1995 e a da Taça UEFA de 1991/92.

Para além disso, o AZ Alkmaar disputou no Olympisch o jogo em casa relativo à primeira mão da final da Taça UEFA de 1980/81, perdida para o Ipswich Town FC. Foi também nesse reduto que a Inglaterra derrotou a Espanha por 4-0 na final do Torneio Internacional de Juniores, que estaria na origem do escalão Sub-18 e do Campeonato da Europa de Sub-19.

O UEFA.com conta-lhe o que se passou nas finais a um só jogo disputadas na cidade.

Mijatović na final de 1998

20 de Maio 1998
Juventus 0-1 Real Madrid CF
Final da UEFA Champions League
(Mijatović 66)
O estatuto do Real Madrid como equipa com maior palmarés europeu era, em 1998, um peso muito grande para o clube, dado que o último sucesso na prova remontava a 1966, altura em que arrecadou o seu sexto troféu. Defrontando a Juventus, que chegara às duas finais anteriores da competição, os comandados de Jupp Heynckes tinham razões para se sentir nervosos na Amsterdam ArenA, mas esse sentimento mudou completamente depois de Predrag Mijatović ter marcado o único golo da partida, no minuto 66.

"Nas primeiras três ou quatro horas não estávamos ainda em nós", disse Mijatović recentemente ao UEFA.com. "Depois percebemos que era verdade e que nos tínhamos tornado campeões da Europa, graças a um golo da maior importância da minha autoria, não só para mim, mas para a história do Real Madrid." Seria o início de mais uma época dourada da história do clube, vencedor de mais duas finais da UEFA Champions League nas quatro edições seguintes.

11 de Maio de 1977
Hamburger SV 2-0 RSC Anderlecht
Final da Taça dos Vencedores das Taças

(Volkert 80, Magath 90)
A resiliência alemã e outra quantidade semelhante de talento foram decisivas para o Hamburgo em Amesterdão e impediram o Anderlecht de revalidar o troféu. As 58 mil pessoas presentes - incluindo cerca de 25 mil de cada clube - criaram um excelente ambiente no Olympisch.

Os alemães, que contavam com Manfred Kaltz na defesa, Felix Magath e Caspar Memering no meio-campo e o veterano Georg "Scorsch" Volkert na ala, levaram a melhor sobre o poderoso emblema da Bélgica, numa partida em que o seu treinador, Raymond Goethals, põs Arie Haan num pouco habitual papel atacante. O ponto de viragem aconteceu depois da equipa de Kuno Klötzer ter beneficiado de uma grande penalidade e Volkert aproveitou para bater Jan Ruiter. O Anderlecht tentou reagir, mas não era a sua noite. Magath descobriu um buraco na defesa belga e fez o resultado final perto do fim.

2 de Maio de 1962
SL Benfica 5-3 Real Madrid CF
Final da Taça dos Clubes Campeões Europeus
(José Águas 25, Cavém 33, Mário Coluna 50, Eusébio 64 69; Puskás 18 23 39)
A primeira final europeia de Amesterdão revelar-se-ia um clássico da prova: o encontro da equipa detentora do troféu, liderada por Béla Guttmann, e outra com uma constelação de estrelas, treinada por Miguel Muñoz. Alfredo Di Stéfano e Luis Del Sol estavam no auge, mas parecia ser a noite de Ferenc Puskás, autor de um "hat-trick" na primeira parte.

Os golos de José Águas e Cavém mantiveram o Benfica na discussão do resultado no Olympisch - onde Güttmann delegou em Cavém a tarefa de ser a sombra de Di Stéfano – e o empate chegaria por Mário Coluna, num remate de longe. Depois, apareceu Eusébio. Primeiro de grande penalidade, aos 64 minutos, e cinco volvidos, depois num poderoso pontapé, num encontro em que lembrou: "Chovia tanto que a bola acabou a pesar um quilo." No final, o jovem de 20 anos acabou a trocar a camisola com o veterano e seu ídolo Alfredo Di Stéfano, que nunca abandonaria durante os festejos.

Última actualização: 02-05-13 23.33CET

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http://pt.uefa.com/uefaeuropaleague/news/newsid=1912008.html#finais+historicas+amesterdao

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