Lars Bender marcou o golo da vitória, aos 80 minutos, com a Alemanha a confirmar o apuramento para a fase a eliminar do UEFA EURO 2012, como vencedora do Grupo B, à custa da Dinamarca, num jogo que dominou, mas que foi sempre renhido.
O lateral-direito Bender, aposta devido ao castigo de Jérôme Boateng, apareceu na área, na sequência de um contra-ataque, e encostou para o fundo das redes um passe de Mesut Özil destinado a Mario Gomez. Uma vitória por 2-1 foi pouco para toda a posse de bola registada pela Alemanha, mas o desfecho esteve em risco quando Michael Krohn-Dehli respondeu ao golo inaugural de Lukas Podolski, aos 19 minutos, na sua 100ª internacionalização.
Com o resultado empatado 1-1, a posição da Alemanha foi sempre precária, e Jakob Poulsen acertou no poste no início da segunda parte, com um remate seco e rasteiro. Ainda assim, quando a Dinamarca, a precisar de uma vitória, à medida que Portugal vencia a Holanda em Kharkiv, finalmente colocou mais jogadores no ataque, Bender marcou quase de imediato. Isso significa que a Alemanha vai rumar a Gdansk, onde defronta a Grécia na sexta-feira. A Dinamarca regressa a casa, vencida mas não convencida.
A Alemanha partiu para este jogo de boa saúde e mostrou-se irrequieta desde o início, atacando com propósito e sufocando a pouca posse de bola detida pela Dinamarca. E podia ter-se adiantado no marcador logo aos seis minutos, depois de Özil e Podolski terem combinado para criar uma oportunidade que Thomas Müller, isolado, desperdiçou. O remate do atacante permitiu a Stephan Andersen realizar uma excelente defesa.
Foi o mote para a pressão alemã, com os passes precisos de Özil e Sami Khedira a confundirem a estática defensiva dinamarquesa. O golo parecia ser apenas uma questão de tempo. Também foi assim na final do EURO '92, antes de John Jensen ter desferido um golpe poderoso do qual a Alemanha não mais recuperou. No entanto, não foi este o caso, e por altura em que Jensen foi abraçado pelos colegas em Gotemburgo, há duas décadas, Podolski inaugurou o marcador.
Um lançamento para a direita parecia não colocar grande perigo, mas Müller conseguiu virar-se para a área e cruzar rasteiro, com Mario Gomez a desviar a bola para o caminho de Podolski. O novo jogador do Arsenal FC não teve dificuldades em finalizar.
A situação parecia má para a Dinamarca, mas no espaço de cinco minutos já tinha empatado. Nicklas Bendtner causou problemas durante toda a noite e subiu de forma imperial no extremo da área para cabecear a bola cruzada por Christian Eriksen, na marcação de um canto, de volta para a zona de perigo, onde Krohn-Dehli não perdoou. Foi tudo muito simples. Certamente demasiado simples para Joachim Löw, que mostrou todo o seu desagrado na respectiva área técnica.
A sua equipa reagrupou-se imediatamente, mas os espaços que antes tinha explorado com tanta facilidade estavam agora fechados. No entanto, a Alemanha continuou a controlar a posse da bola e, tal como o público presente na Arena Lviv, composto maioritariamente por adeptos alemães, em certas ocasiões também a equipa de Morten Olsen parecia em inferioridade numérica. Mesmo assim, faltava a finalização.
Manuel Neuer tinha pouco trabalho na baliza germânica e, apesar de Jakob Poulsen o ter assustado, pouco mais foi incomodado antes de Bender dissipar as dúvidas que subsistiam, marcando o seu primeiro golo pela selecção.