Paciência rende dividendos
segunda-feira, 16 de junho de 2008
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No rescaldo do triunfo sobre os checos, o seleccionador da Turquia, Fatih Terim, salientou que a principal virtude da sua equipa é "nunca desistir".
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O seleccionador da Turquia, Fatih Terim, exaltou as virtudes da paciência, na sequência do triunfo da sua equipa, por 3-2, frente à República Checa. “Tenho uma expressão emoldurada no meu escritório que diz o seguinte: ‘Nada é impossível. Apenas demora o seu tempo’. Há outra frase da qual gosto: ’A hora mais negra vem imediatamente antes do pôr-do-sol’. Nós não desistimos”.
Nihat a brilhar
E isso voltou a ficar provado de forma bem elucidativa na recuperação da Turquia, que, mesmo depois de ter perdido o primeiro jogo com Portugal na primeira jornada, esteve em desvantagem com a Suíça antes de triunfar por 2-1, mercê de um golo de Arda Turan no período de descontos. Os turcos voltaram a fazer o mesmo no domingo, quando, a 15 minutos do final, recuperaram de uma desvantagem de dois golos e venceram por 3-2. Nihat Kahveci foi o principal responsável pela recuperação, ao marcar dois golos nos últimos quatro minutos. A República Checa vencia por 1-0 ao intervalo, mas Fatih Terim retomou a iniciativa do jogo com o lançamento de Sabri Sarıoğlu para o lugar Semih Şentürk ao intervalo. Apesar de a Turquia ter visto a desvantagem aumentar para dois golos aos 62 minutos, o papel desempenhado por Sabri na ala direita foi decisivo para a recuperação turca.
Nunca nos rendemos
“Na primeira parte, não jogámos como eu queria”, disse Terim. “Os nossos adversários foram melhores que nós. Mas confiamos e acreditamos uns nos outros e conseguimos esta vitória. Se alguém dissesse que venceríamos quando estávamos a perder por 2-0, pensar-se-ia que estariam a brincar, mas são coisas que também acontecem no futebol. Foi difícil começar a fase final com Portugal. Não creio que tenhamos jogado mal nesse encontro. Não nos rendemos em nenhuma situação. Essa é a nossa principal arma”.
Sem receio
A vitória assegurou que a Turquia terminaria o Grupo A na segunda posição, que lhe valerá um duelo nos quartos-de-final, na sexta-feira, em Viena, com a Turquia. “Os meus antigos jogadores e eu defrontámos a Croácia no nosso primeiro jogo no EURO ‘96™ [a Turquia perdeu 1-0], mas agora tudo mudou. Eles tiveram bastante sucesso na fase de qualificação e agora na fase de grupos. Gosto de alguns dos seus jogadores, mas não receio nenhum deles”, indicou o técnico de 54 anos. Chegar às meias-finais pela primeira vez seria um feito fantástico em quaisquer circunstâncias, mas principalmente numa altura em que o técnico tem tantos problemas para formar a equipa.
Problemas de escolha
O guarda-redes Volkan Demirel e o médio Mehmet Aurélio estão ambos suspensos, enquanto Tümer Metin e Emre Belözoğlu têm poucas probabilidades de recuperação das respectivas lesões a tempo de defrontarem os croatas. “Temos vários problemas com lesões. Nihat, Emre Aşık, Aurélio, Servet [Çetin], Emre Güngör e Hakan Balta tiveram todos toques ontem e temos de ver se estarão disponíveis ou não”, indicou Terim. A lesão de Emre Güngör parece a mais séria, pois o defesa-central teve de ser substituído aos 63 minutos com uma lesão muscular que poderá afastá-lo do resto do torneio.