Patrício brilha, mas não evita eliminação
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Sumário do artigo
Apesar de ter visto a sua equipa ser derrotada no desempate por penalties diante da Espanha, nas meias-finais, o guarda-redes português liderou o Índice Castrol EDGE do encontro, com uma pontuação de 9.4.
Conteúdo media do artigo
Corpo do artigo
Apesar de ter visto a sua selecção perder, Rui Patrício exibiu-se a grande altura na baliza de Portugal, mantendo as suas redes invioláveis até ao desempate por pontapés da marca de grande penalidade.
O guarda-redes acabou por não conseguir evitar que a selecção lusa acabasse eliminada pela Espanha na Donbass Arena, mas ainda assim o atleta do Sporting foi a estrela da noite, defendendo os cinco remates efetuados pelos espanhóis na direcção da baliza portuguesa durante os 120 minutos e liderando o ranking do Índice Castrol EDGE, com uma pontuação de 9.4.
Apesar de ter sido pouco mais do que um mero espectador durante os 90 minutos, Rui Patrício mostrou-se sempre seguro nos cruzamentos e no comando da sua grande área, efectuando depois duas grandes defesas no prolongamento, cruciais para levar a decisão do encontro para os penalties. A primeira teve lugar pouco antes do final dos primeiros 15 minutos do tempo extra. Andrés Iniesta recebeu um passe atrasado de Jordi Alba e rematou de primeira, já na pequena área de Portugal, com Patrício a mostrar uns reflexos extraordinários e a defender a bola para canto de forma brilhante, com a palma da sua mão esquerda.
A segunda seguiu na mesma linha da primeira, com Jesús Navas a entrar na área de Portugal pela direita e a rematar rasteiro e cruzado, para grande defesa de Rui Patrício, que mostrou um fantástico tempo de reacção ao mergulhar para a sua direita e travar a bola. E, embora não conte já para a pontuação do Índice Castrol Edge, Rui Patrício ainda voltou a brilhar a grande altura logo no início do desempate por pontapés da marca de grande penalidade, ao defender de forma fantástica o penalty batido por Xabi Alonso, numa noite em que o guardião luso se pode considerar infeliz por ter saído do encontro derrotado.
Pelo que contribuíram para que a Espanha também não sofresse golos durante os 120 minutos, ao travarem as ameaçadoras investidas portuguesas pelos flancos, os laterais de Espanha, Álvaro Arbeloa e Jordi Alba terminaram respectivamente nos segundo e terceiro lugares do ranking.
Índice Castrol EDGE: Portugal-Espanha
1. Rui Patrício 9.4
2. Álvaro Arbeloa 9.39
3. Jordi Alba 9.33
4. Gerard Piqué 9.28
5. Sergio Ramos 9.27
Factos mais importantes
4 – A Espanha vai disputar a sua quarta final de um Campeonato da Europa, depois de ter estado nas finais de 1964, 1984, e 2008. Perdeu apenas uma delas, diante da França, em 1984.
1 – A defesa de Iker Casillas ao penalty cobrado por João Moutinho foi a primeira de um guarda-redes a uma grande penalidade cobrada por um jogador de Portugal em desempates por pontapés penalties, em jogos de grandes competições.
0 – Portugal foi a segunda selecção neste UEFA EURO 2012 a terminar um encontro sem enviar um único remate na direcção da baliza adversária, depois de a República Checa ter feito o mesmo nos quartos-de-final, precisamente diante da selecção de Paolo Bento.
2 – Este foi apenas o segundo empate 0-0 de Portugal em Campeonatos da Europa. O primeiro havia ocorrido diante da República Federal da Alemanha, em 1984.
488 – O número de passes efectuados com êxito pela selecção espanhola ao longo dos 90 minutos, muito abaixo da média de 677.2 por jogo que levava até aqui na prova e do seu máximo até ao momento, que é de 779.