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UEFA EURO 2020

O Comité Executivo da UEFA decidiu a 6 de Dezembro de 2012, em Lausana, Suíça, organizar um "EURO para a Europa" em 2020, em vez de um torneio num ou dois países anfitriões.
UEFA EURO 2020
Das 54 federações membro da UEFA, 32 candidataram-se a acolher jogos do UEFA EURO 2020 ©Getty Images

UEFA EURO 2020

O Comité Executivo da UEFA decidiu a 6 de Dezembro de 2012, em Lausana, Suíça, organizar um "EURO para a Europa" em 2020, em vez de um torneio num ou dois países anfitriões.

A organização do UEFA EURO 2020 por toda a Europa promete proporcionar um festival de futebol memorável por todo o continente – e possibilitar a alguns países e cidades a potencial oportunidade de fazerem parte de um torneio que, de outra forma, talvez não pudessem acolher.

O Comité Executivo da UEFA decidiu em Lausana, na Suíça, a 6 de Dezembro de 2012, organizar um "EURO para a Europa", em vez de um torneio em um ou dois países anfitriões. A mudança vem no seguimento de uma ideia inicial revelada pelo Presidente da UEFA, Michel Platini, no final do UEFA EURO 2012, este Verão. O Comité Executivo também tomou a decisão no rescaldo de reacções positivas da parte das suas federações-membro, como parte de um processo de consulta realizado em meses recentes.

Depois, a 25 de Janeiro de 2013, o Comité Executico decidiu que a fase final do UEFA EURO 2020 será realizada em 13 cidades espalhadas pela Europa, e aprovou os princípios-chave do "EURO para a Europa", que incluem:

• Os jogos serão divididos em 13 pacotes diferentes, com 12 pacotes ordinários, que incluem três jogos da fase de grupos e um da fase a eliminar (oitavos ou quartos-de-final), e um pacote a incluir as meias-finais e a final;
• Haverá no máximo um recinto anfitrião por país, o que significa apenas um estádio disponível para cada um dos 13 pacotes. Os dois jogos das meias-finais e o jogo da final serão jogados num só estádio;
• Cada federação poderá apresentar um máximo de duas candidaturas, uma para um dos pacotes ordinários e outra para o pacote das meias-finais e final. As federações nacionais podem apresentar a mesma cidade para as duas candidaturas, ou optar por uma cidade diferente para cada uma das candidaturas.

No processo de candidatura será autorizada a entrada de estádios projectados, sendo estabelecido em 2016 um prazo limite para o arranque da construção de quaisquer novos estádios; caso o prazo não seja cumprido a decisão sobre a atribuição de um pacote de jogos à respectiva cidade pode ser revista. Os requisitos mínimos de lotação para os estádios são os seguintes:

• 70 mil espectadores para meias-finais/final;
• 60 mil espectadores para quartos-de-final;
• 50 mil espectadores para oitavos-de-final e fase de grupos;
• No máximo, serão abertas duas excepções para estádios com capacidade para 30 mil espectadores, limitadas a jogos da fase de grupos e oitavos-de-final.

Todas as selecções participarão na fase de qualificação da competição, pelo que os 13 países escolhidos para albergar jogos não se qualificarão automaticamente. Não mais de duas selecções anfitriãs poderão ser sorteadas para cada um dos seis grupos do torneio final, com cada selecção anfitriã qualificada a ter a garantia de disputar dois jogos no seu país nessa fase de grupos. Tal garantia não existirá na fase a eliminar.

Na fase de grupos do torneio final, a composição dos grupos continuará a estar sujeita a um sorteio com cabeças-de-série. Porém, a distribuição das selecções anfitriãs pelos grupos terá em conta as distâncias de viagem (por exemplo, e se praticável, com voos a não excederem as duas horas de duração entre as cidades anfitriãs, de forma a permitir o fácil acesso dos adeptos que se desloquem para assistir aos jogos).

Os prazos para o processo de candidaturas foram igualmente aprovados pelo Comité Executivo da UEFA:

• 28 de Março de 2013: Aprovação dos requisitos e regulamentos das candidaturas
• Abril de 2013: Publicação dos requisitos e abertura da fase de apresentação de candidaturas
• Setembro de 2013: Confirmação formal da sua candidatura por parte dos respectivos candidatos
• Abril/Maio de 2014: Entrega dos "dossiers" de candidatura e arranque da fase de avaliação
• Setembro de 2014: Eleição das cidades anfitriãs por parte do Comité Executivo da UEFA

O Secretário-Geral da UEFA, Gianni Infantino, disse que uma série de reflexões originaram a decisão do Comité Executivo, tomada em Lausana no mês de Dezembro de 2012. "Deixem-me dizer que se trata de uma decisão respeitante apenas a 2020", enfatizou. "O ano de 2020 assinala o 60º aniversário do Campeonato da Europa. Obviamente, o facto de a fase final do EURO contar com 24 equipas, em vez de 16, é um peso adicional para os países que acolham um evento deste género. Torna-se difícil para muitos mais países – os requisitos são cada vez maiores."

"Uma oportunidade como esta, dando a muitas cidades e países a possibilidade de acolher nem que seja uma pequena parte do EURO, é certamente algo excelente. Especialmente nos tempos que correm, em que a situação económica não permite aos países investirem em estruturas consoante os requisitos que um evento deste calibre tem exigido até ao momento. Certamente um dos propósitos desta decisão é ajudar países que, na actualidade, não têm a certeza se devem construir um estádio nacional – dando-lhes o ímpeto necessário para construir uma infra-estrutura assim. Em vez de ter a festa num só país, ela irá decorrer em toda a Europa em 2020."

No XXXVII Congresso Ordinário da UEFA, que decorreu em Londres, no mês de Maio de 2013, o Presidente da UEFA, Michel Platini, que foi pioneiro desta ideia, expressou o seu entusiasmo com o UEFA EURO 2020. "Em 2020, o EURO vai ser digno do seu nome", disse. "Vai ser extremamente continental e profundamente europeu. Vai ser um EURO de unidade e partilha de experiências. Será certamente um novo desafio, um desafio diferente…[e com] uma única linguagem: o futebol." 

Última actualização: 11-10-13 12.36CET

http://pt.uefa.com/uefaeuro/finals/news/newsid=1844974.html#uefa+euro+2020

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