Estrelas que nunca ganharam a Champions League

Gianluigi Buffon ganhou muitos títulos durante a carreira, mas a Champions League sempre lhe escapou: o UEFA.com descobre que tem a companhia de nomes ilustres.

A UEFA Champions League é o título que Gianluigi Buffon mais deseja
A UEFA Champions League é o título que Gianluigi Buffon mais deseja ©Getty Images

Gianluigi Buffon ganhou o Campeonato do Mundo com a Itália, a Taça UEFA com o Parma FC e vários títulos da Serie A com a Juventus, mas a UEFA Champions League continua a faltar no seu currículo – até agora. Sobrevivente da equipa da Juve que perdeu a final de 2003 para o AC Milan, Buffon pode corrigir isso frente ao FC Barcelona, a 6 de Junho. Ainda assim, como o UEFA.com descobriu, alguns nunca o conseguem (por ordem de jogos na competição).

Quem julga ser o melhor jogador a nunca ter conquistado o troféu? Diga-nos em #UCLfinal.

1. Zlatan Ibrahimović (AFC Ajax, Juventus, FC Internazionale Milano, FC Barcelona, Milan, Paris Saint-Germain)
O internacional sueco continua a não ter o troféu de clubes mais cobiçado no seu palmarés – um título europeu que, segundo o próprio, "significaria bastante". Nas 23 épocas de história da competição, nenhum jogador tem mais jogos do que o avançado (109) sem ter conseguido sagra-se campeão. O Inter de José Mourinho, clube que deixou para rumar ao Barcelona de Josep Guardiola, eliminou Ibrahimović nas meias-finais de 2009/10. Campeão nacional ao serviço de seis equipas diferentes, o veterano de 33 anos continua a acalentar esperanças de terminar o jejum europeu com o PSG.

AQUELE remate de Zidane em 2002
AQUELE remate de Zidane em 2002

2. Michael Ballack (1. FC Kaiserslautern, Bayer 04 Leverkusen, FC Bayern München, Chelsea FC)
"É difícil recordar detalhes do que aconteceu quando se perde um jogo tão importante; apenas nos lembramos do quanto doeu", disse o antigo capitão da Alemanha, que perdeu duas finais na mais infeliz das circunstâncias. Foi peça fulcral da equipa do Leverkusen derrotada pelo Real Madrid CF e AQUELE golo de Zinédine Zidane na final de 2002. Seis anos depois, a sua equipa do Chelsea perdeu frente ao Manchester United FC na final de Moscovo, com John Terry a escorregar e a falhar o seu remate – Ballack tinha convertido a primeira tentativa dos "blues" no desempate por grandes penalidades.

3. Patrick Vieira (Arsenal FC, Juventus, FC Internazional Milano)
Figura essencial na mudança de sorte do Arsenal comandado por Arsène Wenger, o vencedor do Mundial de 1998 e do UEFA EURO 2000 nunca passou dos quartos-de-final – com os "gunners" – em 2000/01 e 2003/04. O antigo internacional francês ganhou seis campeonatos entre Inglaterra e Itália, mas foi incapaz de replicar o sucesso interno a nível europeu – falhando um penalty para o Arsenal num desempate por penalties na final da Taça UEFA, em 200, perdida para o Galatasaray AŞ.

2003: Agonia e euforia para Nedvěd
2003: Agonia e euforia para Nedvěd

4. Pavel Nedvěd (AC Sparta Praha, SS Lazio, Juventus)
Após ter falhado a presença na derrota da Juve na final com o Milan, em Old Trafford, devido a castigo, o vencedor da Bola de Ouro de 2003 expressou a sua esperança de finalmente vencer na última campanha da sua carreira, dizendo: "Adoraria terminar a minha carreira com a conquista da Champions League". No entanto, a campanha 2008/09 da Juventus terminou frente ao Chelsea, nos oitavos-de-final. Antes de uma transferência de €41 milhões desde a Lázio, Nedvěd ganhou a Taça dos Clubes Vencedores de Taças com os "biancocelesti", em 1999.

5. Ruud van Nistelrooy (PSV Eindhoven, Manchester United FC, Real Madrid CF)
Melhor marcador em três edições, o prolífico holandês detém um recorde indesejado – ninguém marcou tantos golos na UEFA Champions League (56 em 73 jogos) sem erguer o troféu. Nunca ultrapassou as meias-finais, sendo que em 2001/02 foi afastado por um Leverkusen inspirado por Ballack. No entanto Van Nistelrooy mostra-se satisfeito. "Estou orgulhoso por ter ganho títulos a nível colectivo e individual, mas a minha maior satisfação foi ter sido capaz de fazer o meu trabalho dia após dia, ano após ano".

6. Lilian Thuram (AS Monaco FC, Parma FC, Juventus, FC Barcelona)
Vencedor do Mundial de 1998 e do UEFA EURO 2000 com os "bleus", o defesa francês esteve perto de conseguir o objectivo com a Juve, mas perdeu o desempate de 2002/03 diante dos "rossoneri", após 120 minutos sem golos em Old Trafford. Thuram ficou no banco de suplentes quando o Barça de Frank Rijkaard foi eliminado pelo United nas meias-finais de 2007/08. Quase venceu quando tinha 22 anos e Arsène Wenger levou o Mónaco até às meias-finais em 1993/94.

O milagre de Istambul
O milagre de Istambul

7. Hernán Crespo (Parma FC, SS Lazio, FC internationale Milano, Chelsea FC, AC Milan)
"Vencer a Champions League seria um sonho tornado realidade", acrescentou Crespo após quebrar o seu enguiço nas meias-finais e alcançar a final em 2004/05. Depois de ter sido afastado nas duas épocas anteriores com Inter e Chelsea, o avançado argentino finalmente teve a hipótese de cumprir o seu desejo, em Istambul. Bisou e, a vencer por 3-0, tudo parecia bem encaminhado ao intervalo. Todos sabemos o que se passou a seguir ...

8. Fabio Cannavaro (Parma FC, FC Internazionale Milano, Juventus, Real Madrid CF)
Nascido em Nápoles, Cannavaro deixou o clube da cidade-natal para rumar ao Parma em 1995 e quatro anos depois o defesa ganhou a Taça UEFA – o que veio a ser o seu único título europeu. Vencedor da Bola de Ouro após atingir o ponto alto da sua carreira no Mundial de 2006, nunca passou das meias-finais na UEFA Champions League. Ao serviço do Inter, perdeu frente ao Milan, futuro campeão, nas meias-finais, em 2003.

9. Francesco Totti (AS Roma)
"Sempre sonhei que iria envergar esta camisola durante toda a minha carreira", disse o icónico capitão dos "giallorossi". Conseguiu isso, e sob o comando de Fabio Capello, em 2000/01, ajudou a Roma a ganhar a Serie A. Nas competições europeias, o vencedor do Mundial de 2006 nunca ultrapassou os quartos-de-final, falhando as meias-finais em 2006/07 e 2007/08.

10. Sol Campbell (Arsenal FC)
Parte integrante da equipa apelidada de "Invencíveis", que não sofreu qualquer derrota na edição 2003/04 da Premier League, Campbell e os colegas de equipa nos "gunners" não conseguiram repetir na Europa esse sucesso, sendo travados pelo Chelsea nos quartos-de-final. Dois anos volvidos, a equipa londrina atingiu a sua primeira final e o defesa inglês inaugurou o marcador para a equipa de Arsène Wenger, a jogar com dez jogadores na altura, antes de sucumbir por 2-1 frente ao Barcelona em Paris. "É uma pena que a partida não tenha terminado naquela altura", lamentou-se.

Ronaldo recebe ovação de pé em Old Trafford
Ronaldo recebe ovação de pé em Old Trafford

11. Ronaldo (FC Internazionale Milano, Real Madrid CF)
Brilhou intensamente a nível europeu e mundial. No entanto, o goleador brasileiro – vencedor da Taça UEFA em 1998, com a camisola do Inter – não foi mais longe do que as meias-finais em 2002/03, quando o Real Madrid foi afastado pela Juventus. O vencedor da Bola de Ouro em duas ocasiões revelou o seu único arrependimento após retirar-se, dizendo: "Vivo o futebol com uma paixão que não me deixa ter paz por nunca ter ganho a Champions League – é certamente um troféu que todos desejam ganhar".

12. Dennis Bergkamp (AFC Ajax, FC Internazionale Milano, Arsenal FC)
Duas vezes vencedor da Taça UEFA, o holandês despediu-se com uma falha importante no seu currículo. No Arsenal atingiu os quartos-de-final em duas ocasiões (2000/01, 2003/04), antes de a final de 2006 prometer representar um final de carreira adequado. Ficou no banco de suplentes na derrota do Arsenal, reduzido a dez jogadores, frente ao Barça. "Se ao menos eu fosse cinco anos mais novo! Mas talvez isso fosse o melhor a que podíamos aspirar", disse Bergkamp recentemente.

13. Lothar Matthäus (FC Bayern München, FC Internazionale Milano)
Vencedor do Mundial e da Bola de Ouro em 1990, estava na casa dos 30 quando a UEFA Champions League foi criada mas ainda tinha muito tempo de jogo pela frente. Em 1999 ainda jogava, e parecia pronto a finalmente agarrar a Taça dos Campeões Europeus quando o Bayern vencia o United por 1-0. Tinha acontecido o mesmo 12 anos antes, frente ao FC Porto, e o azar voltou a bater-lhe à porta, numa reviravolta notável. Matthäus retirou-se em 2000 – e o Bayern sagrou-se campeão europeu na temporada seguinte.

14. Michael Owen (Liverpool FC, Real Madrid CF, Manchester United FC)
"Se fosse num clube mais pequeno nunca tinha participado em jogos tão importantes", declarou Owen após uma passagem frustrante pelo United. O seu período em Old Trafford limitou-se principalmente a jogos como suplente-utilizado. O antigo avançado de Inglaterra permaneceu no banco quando os "red devils" perderam por 3-1 com o Barça de Josep Guardiola em Wembley, na final de 2011. As suas passagens por Anfield, Old Trafford e Santiago Bernabéu resultaram num solitário título europeu – a Taça UEFA de 2001, com o Liverpool.

O melhor de Batistuta
O melhor de Batistuta

15. Gabriel Batistuta (ACF Fiorentina, AS Roma, FC Internazionale Milano)
O melhor marcador da Argentina nunca atingiu uma fase a eliminar com Fiorentina ou Roma. Os "viola" não conseguiram passar da segunda fase de grupos em 1999/00, ficando atrás de Manchester United e Valencia CF, futuro finalista vencido. Aos 31 anos transferiu-se para a Roma e conquistou o "scudetto" na época de estreia – mas mais uma vez foi eliminado antes dos quartos-de-final durante duas campanhas nos "giallorossi". O "Rei Leão" não estava inscrito no plantel do Inter que chegou às meias-finais em 2002/03.

16. Laurent Blanc (FC Internazionale Milano, Manchester United FC)
A nível internacional, o "Presidente" venceu o Mundial em casa. Dois anos depois adicionou o UEFA EURO 2000 à sua lista de títulos. A carreira de 20 anos do defesa no futebol de clubes permitiu-lhe erguer a Taça das Taças em 1997, com o Barcelona, mas faltou-lhe a UEFA Champions League. Parte da equipa do United que foi eliminada pelo Leverkusen nas meias-finais de 2001/02.

17. George Weah (AS Monaco FC, Paris Saint-Germain, AC Milan)
Vencedor da Bola de Ouro de 1995, o liberiano inspirou o Paris durante a sua caminhada rumo às meias-finais no mesmo ano, marcando sete golos. Uma carreira brilhante terminou com três campeonatos e várias distinções individuais, mas Weah não alcançou o prémio mais cobiçado do planeta.

18. Alan Shearer (Blackburn Rovers FC, Newcastle United FC)
Ao anunciar o fim de uma carreira brilhante, que produziu apenas um título, com o Blackburn, o internacional inglês declarou: "Nunca tive arrependimentos". Melhor marcador de sempre da Premier League por larga distância e goleador-mor do Newcastle, faz parte de uma lista ilustre de jogadores ingleses a apontar um "hat-trick" na principal prova europeia, diante do Leverkusen. No entanto, nunca passou da segunda fase de grupos.

19. Eric Cantona (Olympique de Marseille, Leeds United AFC, Manchester United FC)
Pouco tempo após a eliminação do United nas meias-finais da edição 1996/97, frente ao Borussia Dortmund, futuro campeão, Cantona anunciou a sua retirada no final da época. A sua declaração surpresa aconteceu uma semana após conquistar o seu quinto campeonato em seis épocas em Inglaterra. Os pupilos de Alex Ferguson recuperariam da saída do seu capitão, sagrando-se campeões europeus dois anos depois. Cantona também tinha atingido as meias-finais da Taça dos Campeões Europeus no início da carreira – em 1989/90 – mas o Marseille sucumbiu frente ao SL Benfica.

20. Roberto Baggio (AC Milan, FC Internazionale Milano)
O criativo representou os mais importantes clubes em Itália mas raramente teve a oportunidade de exibir o seu talento na UEFA Champions League. Baggio fez parte da equipa do Milan que foi afastada na fase de grupos em 1996/97, mas atingiu os quartos-de-final em 1998/99, com o Inter. Baggio, que marcou 27 golos em 56 jogos pela selecção, venceu um título europeu na sua carreira – a Taça UEFA, em 1992/93, com a Juve.

Gianluigi Buffon (Parma FC, Juventus)
Em caso de derrota a 6 de Junho, o guarda-redes titular da Juventus passa a ocupar o terceiro lugar nesta lista. Após ajudar os "bianconeri" a atingirem a sua primeira final da UEFA Champions League desde 2002/03, o jogador mais internacional por Itália colocou um "tweet" que resumiu a sua jornada extraordinária: "De Berlim à Serie B e de regresso". Depois de participar na derrota na final de Manchester, um dos melhores guarda-redes da era moderna esperou 12 anos pela oportunidade de adicionar o ilustre prémio a uma carreira já bem recheada. Um regresso a Berlim – palco do triunfo dos "azzurri" no Mundial de 2006 – promete ser emotivo para o veterano de 37 anos.