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Mais vale tarde do que nunca para o Chelsea

Publicado: Domingo, 20 de Maio de 2012, 12.45CET
O Chelsea pode ter estado à beira de perder frente ao Bayern, mas foi capaz de um derradeiro golpe de sorte para culminar uma campanha recheada de proezas tardias.
por Graham Hunter
de Fußball Arena München
Mais vale tarde do que nunca para o Chelsea
Roberto Di Matteo festeja o fim de uma campanha notável para a sua equipa ©AFP/Getty Images
 
 
 
Publicado: Domingo, 20 de Maio de 2012, 12.45CET

Mais vale tarde do que nunca para o Chelsea

O Chelsea pode ter estado à beira de perder frente ao Bayern, mas foi capaz de um derradeiro golpe de sorte para culminar uma campanha recheada de proezas tardias.

Destroçado pela derrota na final de 2008, frente ao Manchester United FC, e à beira de sofrer nova desilusão frente ao FC Bayern München, no sábado, o primeiro triunfo do Chelsea FC na UEFA Champions League foi conseguido da maneira mais difícil.

O último remate do jogo valeu-lhes este encontro tremendo, o maravilhoso troféu que tanto cobiçavam e curou a mágoa causada pelo desaire de Moscovo, há quatro anos. Mas será que alguma vez o jogo se iria desenrolar de outra forma? Ao longo da fase a eliminar da competição deste ano, os "blues" esperaram até aos derradeiros instantes para realizar algo notável.

A perder frente ao Bayern nos instantes finais, antes do empate alcançado por Didier Drogba, enfrentando um penalty de Arjen Robben no prolongamento e novamente em desvantagem no desempate, mais uma vez o Chelsea mostrou a sua impressionante capacidade de sofrimento. Frente a SSC Napoli, Benfica, FC Barcelona e agora em Munique, era possível ouvir a perigosa contagem decrescente de um relógio, um som que pareceu servir para galvanizar os jogadores de Roberto Di Matteo.

A segunda mão dos oitavos-de-final, frente ao Nápoles, assinalou o início de uma surpreendente alteração no desempenho, atitude e capacidade de realização, mas o momento-chave aconteceu à medida que se aproximava o intervalo do prolongamento. Num momento estava tudo igual, no seguinte Drogba assistia Branislav Ivanović para este fazer o 4-1 da noite, garantir o apuramento e servir de catalisador para se tornarem campeões da Europa.

Foi o primeiro sinal de que o Chelsea tinha-se tornado num predador implacável, que naturalmente aguçava o seu instinto à medida que o tempo se esgotava. Nos quartos-de-final, o Benfica não parecia incomodado com o facto de estar a actuar com menos um jogador e marcou um golo tardio, necessitando de apenas mais um para eliminar os "blues". No entanto, a formação da Premier League não iria sofrer essa desfeita, e Raul Meireles carimbou o apuramento com o golo da vitória já em tempo de compensação.

No entanto, a derradeira preparação para os eventos surpreendentes na final de Munique aconteceu frente ao Barcelona. Na primeira mão, em Stamford Bridge, o campeão esteve a meros segundos de passar incólume a primeira parte, procurando no conforto do balneário a melhor forma de quebrar a resistência do Chelsea. Subitamente, Drogba fez o tento solitário da partida.

Uma semana depois, em Camp Nou, foi novamente no tempo de compensação da primeira parte que Ramires marcou um golo fantástico e retirou o Chelsea da beira do precipício – 2-1 nesse jogo e com um elemento a menos, após a expulsão de John Terry. Em igual medida, Fernando Torres colocou a cereja no topo do bolo quando já se tinham esgotado os 90 minutos regulamentares.

No entanto, a final foi o "golpe de asa" dos "blues". Um espectacular cabeceamento de Drogba, aos 88 minutos, fez o empate, mas foi só quando o seu penalty descansou no fundo das redes que o Chelsea finalmente provou que mais vale tarde do que nunca.

Última actualização: 21-05-12 9.58CET

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