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Varsóvia lança apelo contra o racismo

Anti-racismo

A terceira Conferência Unidos Contra o Racismo terminou em Varsóvia, com todas as partes determinadas em reforçar o combate à discriminação e à intolerância no futebol, dando o exemplo à próxima geração.

A ONU esteve representada por Willi Lemke na Conferência Unidos Contra o Racismo
A ONU esteve representada por Willi Lemke na Conferência Unidos Contra o Racismo ©UEFA.com

A terceira Conferência Unidos Contra o Racismo terminou em Varsóvia, com todas as partes a mostrarem determinação em reforçar o combate à discriminação e à intolerância no futebol, com destaque para os futebolistas e os pais, que têm a obrigação de dar o exemplo à próxima geração.

Ideias e soluções
A UEFA, a Rede Pan-Europeia Contra o Racismo no Futebol (FARE) e a FIFPro, Sindicato Internacional dos Futebolistas Profissionais, uniram esforços com os delegados representantes das federações, Ligas, clubes, jogadores, organizações não-governamentais (ONGs), órgãos de comunicação social e o mundo da política para partilhar ideias, procurar soluções e formas comuns de lutar contra um fenómeno que, infelizmente, continua a existir no futebol e na sociedade.

Problema da sociedade
"O racismo não é apenas um problema de futebol", afirmou Willi Lemke, que durante muitos anos foi director-geral do Werder Bremen e agora desempenha as funções de Conselheiro Especial das Nações Unidas sobre o Desporto para o Desenvolvimento e a Paz. "O racismo também é um problema da sociedade, de todos nós".

Papel educativo
"Nós, enquanto pais, somos modelos. As grandes estrelas do futebol não são os únicos ídolos das crianças", acrescentou. "A educação desempenha um papel muito importante, temos de dar o exemplo aos nossos filhos. Infelizmente, muitas pessoas não se comportam da melhor forma ". Lemke deu um bom exemplo da forma como o "poder dos adeptos" pode causar um impacto positivo, recordando que os adeptos do Bremen manifestaram-se ruidosamente contra o comportamento de um pequeno grupo de adeptos do seu clube durante um jogo recentemente disputado em Bochum. "Antigamente pensava que o próximo jogo e o resultado eram as únicas coisas que interessavam", reconheceu Lemke. "Depois aprendi que o mais importante é aproveitar o futebol para fazer amigos".

Influência dos futebolistas
Paul Elliott, um antigo defesa que alinhou no Chelsea FC, Celtic FC e Pisa Calcio e que agora é um destacado militante da luta contra o racismo, também abordou o tema da educação dos jovens contra a discriminação. "Temos de comportar-nos como pais e tenho a obrigação de influenciar os meus filhos de uma forma correcta e positiva", explicou. "Os futebolistas também têm um papel importante, pois beneficiam de uma influência fantástica sobre os jovens, sobretudo quando vão para falar às escolas, sendo que isso tem de continuar".

Apelo à família do futebol
William Gaillard, o conselheiro do Presidente da UEFA, aproveitou a oportunidade para apelar a uma acção concertada e continuada da família do futebol contra o racismo. "Pedimos às federações e aos clubes de toda a Europa para darem o seu contributo na luta contra o racismo e a discriminação", afirmou, acrescentando que os árbitros também poderão contar com o apoio da UEFA se desejarem tomar medidas contra os comportamentos racistas dos adeptos. "Em Novembro de 2007, o Presidente Michel Platini escreveu uma carta aos árbitros sublinhando o seu apoio a todos os juízes que tomem medidas drásticas quando são confrontados com problemas drásticos, e nessas medidas pode incluir-se a paragem de um jogo", declarou "Os árbitros poderão contar sempre com o apoio do Presidente da UEFA, independentemente da decisão que tomem quando confrontados com um acto racista".

Tolerância zero
Na terça-feira, o secretário-geral da UEFA, David Taylor, salientou a política de tolerância zero da UEFA em relação a actos racistas. "Na UEFA tentamos estar sempre atentos e vigilantes", afirmou, "estamos prontos para agir quando e onde ocorrerem incidentes." (Clique aqui para ver mais detalhes). O primeiro vice-presidente da UEFA, Şenes Erzik, reflectiu o sentimento de todos os presentes no encontro de Varsóvia durante o seu discurso de quarta-feira. "É inaceitável tolerar o racismo, a exclusão, o sexismo ou a homofobia", confirmou. "A cor da pele é invisível sob uma camisola de futebol. A UEFA dará todo o seu apoio para que seja possível continuamos a avançar em conjunto". (clique aqui para ver mais detalhes).