
As federações nacionais de futebol que compõem a UEFA continuam a tirar proveito do Programa de Formação de Médicos de Futebol, que consiste na transmissão de informação e conhecimentos médicos vitais, para benefício do futebol europeu.
Lançado no início deste ano, com a realização de um "workshop" em Viena, o programa oferece formação e instrução relativa ao papel dos médicos no futebol moderno – tratamento de emergência dos jogadores, prevenção de lesões, reabilitação, responsabilidade dos médicos de futebol e combate antidoping. O conteúdo foi desenvolvido pelo Comité de Medicina da UEFA, em conjunto com especialistas de medicina desportiva.
No seguimento do "workshop" decorrido em Viena, a UEFA está a apostar na disseminação do processo, através da organização de "workshops" semelhantes a nível nacional. O objectivo passa por ajudar os representantes das equipas médicas das federações a partilharem com as equipas médicas dos clubes do respectivo país os conhecimentos adquiridos a nível internacional.
De forma a espalhar o conhecimento o mais rapidamente possível, a UEFA empresta equipamentos de treino de emergência médica, bem como outras ferramentas educativas – livros técnicos, delegados especializados prontos para oferecer aconselhamento precioso e uma extensa plataforma on-line para e-learning.
Um exemplo deste processo de transmissão de informação em cascata teve lugar na Federação de Futebol do Liechtenstein (LFV). Quatro médicos da federação e seis fisioterapeutas assistiram ao "workshop" e a UEFA enviou depois equipamento para o pequeno principado alpino, de forma a que fosse dado seguimento à parte prática do "workshop".
"O equipamento de treino é realmente extraordinário, organizado na perfeição, e encontra-se em excelente condição", destacou Ecki Hermann, director médico da LFV e membro do Comité de Medicina da FIFA. "Desta forma temos a possibilidade de treinar juntamente com vários grupos até que todos saibam como utilizar o material. Podemos igualmente utilizá-lo em grupos de médicos e fisioterapeutas que trabalhem lado-a-lado nas diferentes equipas nacionais, o que constitui também uma vantagem para o futuro."
Durante uma sessão vespertina, uma equipa de socorro foi convidada a entrar em cena para aprender mais sobre o uso de técnicas de estabilização em campo, como formas de rodar o corpo do paciente, e de equipamentos, como macas ou colares cervicais.
"Foi um grande êxito e o 'feedback' dado por todos os participantes foi bastante positivo", destacou Christian Schlegel, responsável médico pela delegação da Suíça presente nos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver (2010) e pela delegação que estará presente em Sochi, Rússia, em 2014. "Raramente me vi envolvido em cursos com padrões tão elevados como este. Foi extremamente bem conduzido e contou com equipamentos de treino extraordinários."
Michel D'Hooghe, presidente do Comité de Medicina da UEFA, afirmou: "O Programa de Formação de Médicos de Futebol da UEFA é um curso desenhado para que médicos de toda a Europa desenvolvam técnicas e conhecimentos essenciais para qualquer médico no futebol moderno."
"O curso visa ensinar técnicas de tratamento eficazes, partilhar experiências reais na área do futebol, identificar as melhores práticas e, acima de tudo, oferecer aos médicos ferramentas para espalharem dentro do seu país os conhecimentos aprendidos. Tal irá ajudar a desenvolver uma rede altamente dotada de equipas de médicos e fisioterapeutas a trabalhar em todo o futebol europeu."
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