

No início de um ano importante para o seu país, o presidente da Federação Sueca de Futebol (SvFF), Karl-Erik Nilsson, visitou a Casa do Futebol Europeu, em Nyon.
Nilsson, antigo árbitro internacional eleito presidente da SvFF em Março, manteve conversas com o Presidente da UEFA, Michel Platini, e dirigentes do organismo europeu, sobre as relações entre este e a federação sueca. Também deu conta da evolução dos preparativos para o tão aguardado UEFA Women's EURO 2013, este Verão, que vai ter lugar na Suécia, entre 10 e 28 de Julho.
Doze países vão participar na principal competição feminina de selecções. Cada grupo será disputado em dois estádios: o Grupo A no Gamla Ullevi (Gotemburgo) e no Örjans Vall (Halmstad); Grupo B na Öster Arena (Vaxjo) e na Kalmar Arena (Kalmar); e o Grupo C no Nya Parken (Norrkoping) e na Linköping Arena (Linkoping). Os quartos-de-final vão decorrer em Halmstad, Vaxjo, Linkoping e Kalmar, com as meias-finais agendadas para Gotemburgo e Norrkoping. A final vai ser disputada na nova Friends Arena, em Solna.
Nilsson aguarda com expectativa por ver as estrelas futebolísticas do continente exibirem-se numa competição de tamanho prestígio a realizar no seu país. A Suécia, que ganhou o primeiro torneio europeu feminino, em 1984, tinha organizado, em parceria com a Noruega, a edição inaugural do EURO Feminino, em 1997, e recebeu o Campeonato do Mundo Feminino em 1995.
"Agora chegamos a uma nova fase", disse ao UEFA.com. "O sorteio já foi efectuado, as cidades-anfitriãs sabem que equipas vão receber e o interesse tem vindo a aumentar à medida que se aproxima o início do torneio. Também é importante, na qualidade de país organizador, que prestemos atenção à nossa selecção – o que pode ser melhor do que a nossa treinadora, Pia Sundhage, ter acabado de receber o prémio de Treinadora do Ano FIFA? Por isso, o ambiente em torno da nossa equipa é muito positivo."
"O torneio decorre durante o período em que as pessoas estão de férias", acrescentou o presidente da SvFF. "Por isso espero que os adeptos aproveitem a oportunidade para virem apoiar a sua equipa. Queremos ver adeptos das outras 11 formações chegarem à Suécia para festejarem juntamente com as suas jogadoras. Para termos um torneio bem-sucedido, precisamos de bastantes espectadores, bem como uma boa atmosfera nos estádios e nas cidades-anfitriãs."
Após ter trabalhado como professor em escolas de Kalmar e ter sido presidente de câmara da sua cidade-natal, Emmaboda, entre 1995 e 2006, o primeiro cargo de Nilsson como dirigente futebolístico foi no Lindås BK, um clube local. Começou a carreira de árbitro nos anos 80 e viria a dirigir jogos na UEFA Champions League e no UEFA EURO 2000. Antes de ser eleito presidente da SvFF, foi membro da direcção, bem como presidente da federação regional de Bohuslan. Foi director de torneio do Campeonato da Europa Sub-21 de 2009 e, entre outras funções na UEFA, contam-se o de observador de árbitros e mentor de jovens árbitros.
"Esta é uma oportunidade para conhecer as pessoas com quem precisamos de manter contacto, e num ambiente descontraído", disse a propósito da sua visita à UEFA. "Estive aqui várias vezes no passado, especialmente durante a minha longa carreira como árbitro, mas no meu novo cargo é excelente estreitar relações e debater assuntos importantes. O apoio que a Suécia e outros países recebem da UEFA, através do programa HatTrick e outros projectos, é crucial, porque as federações têm a possibilidade de melhorarem, especialmente a nível de infra-estruturas e desenvolvimento desportivo, entre outros aspectos."
Ao longo dos anos, a Suécia tem contribuído consideravelmente para o futebol mundial, para além de tratar com a devida atenção as "raízes" do futebol. Karl-Erik Nilsson sente que os dois níveis competitivos se complementam. "Actualmente, as pessoas deslocam-se das regiões interiores para as grandes cidades e, na Suécia, temos um pequeno clube em cada vila – por isso um dos desafios é manter esses clubes em funcionamento, já que são de grande importância a nível local.
"Também precisamos de um futebol de alto nível bem-sucedido, na vertente masculina e feminina, e isso também é um grande desafio", reflectiu. "Precisamos de um bom e forte desenvolvimento no topo, mas também precisamos de manter os clubes mais pequenos, pois eles produzem o talento do futuro. O mais importante é que o futebol continue a ser o desporto principal – entre os telespectadores, a nível de marketing e entre os mais jovens –, o futebol tem que continuar a ser forte nos seus diversos escalões e no seio da sociedade."
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