Elogio ao trio europeu
domingo, 4 de julho de 2010
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Os três semifinalistas da Europa, que vão tentar erguer pela primeira vez o troféu num continente diferente, receberam elogios da parte do Presidente da UEFA.
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O presidente da UEFA escreve desde a África do Sul:
O desafio era enorme – e o povo sul-africano esteve à altura do desafio. O primeiro Campeonato do Mundo realizado em África tem sido um êxito retumbante.
À medida que os jogos e os eventos se desenrolavam, a organização rapidamente soube acompanhar o ritmo e, a extraordinária simpatia e sentido inato de hospitalidade e orgulho de todo um povo, fizeram o resto.
Os sul-africanos demonstraram extraordinária capacidade para ultrapassar a mágoa inicial da eliminação dos "bafana bafana", antes de se identificarem com todo o continente. À medida que o torneio avançava, com satisfações e desilusões, partilharam a alegria com todos aqueles que fazem parte desta enorme festa do futebol – e mostraram respeito notável por tudo e por todos. Felicito-os por isso.
No que ao futebol diz respeito, e na antecâmara de umas meias-finais potencialmente emocionantes, não há dúvida de que, no caso dos três representantes europeus, estamos a testemunhar um triunfo dos programas técnicos de formação, gestão sensata e boa governação.
As três nações que conquistaram o maior número de competições jovens nos últimos dez anos fazem agora parte do quarteto final: Alemanha, vencedora do Campeonato da Europa Sub-21 de 2009; a Holanda, campeã da mesma competição em 2007; e finalmente a Espanha, vencedora sucessiva em quatro ocasiões do Troféu Maurice Burlaz, atribuído pela UEFA às federações com os melhores resultados nas competições jovens. Pode tudo isto dever-se à sorte? Não creio.
Em último caso, nada pode ser mais agradável do que este estado de coisas. Três selecções com juventude e vigor no seu seio, empregando esquemas tácticos que deixam espaço suficiente para a criatividade. Isto não só me deixa feliz – três selecções históricas também podem proporcionar prazer a jogar. Representa uma vitória do jogo bonito, com o enfoque no futebol de ataque. Acima de tudo, é a recompensa justa para os esforços a longo prazo das três federações que investiram na formação e no treino. Uma política-modelo que pode, pela primeira vez na história do futebol, permitir a uma selecção europeia conquistar um Mundial realizado fora do seu continente de origem.
Gostaria de aproveitar esta oportunidade para desejar a melhor das sortes às três selecções europeias ainda em prova – e que ganhe a melhor!