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"Anos fantásticos com o futebol sueco"

Publicado: Segunda-feira, 26 de Março de 2012, 8.39CET
Lars-Åke Lagrell faz uma retrospectiva da excelente carreira como dirigente, numa altura em que abandona o cargo de presidente da Federação sueca ao cabo de 21 anos.
por Sujay Dutt
de Estocolmo
"Anos fantásticos com o futebol sueco"
Lars-Åke Lagrell deixa o cargo de presidente da Federação sueca ao fim de 21 anos ©Sportsfile
Publicado: Segunda-feira, 26 de Março de 2012, 8.39CET

"Anos fantásticos com o futebol sueco"

Lars-Åke Lagrell faz uma retrospectiva da excelente carreira como dirigente, numa altura em que abandona o cargo de presidente da Federação sueca ao cabo de 21 anos.

Quando Lars-Åke Lagrell assumiu o cargo de presidente da Federação Sueca de Futebol (SvFF) em 1991, a modalidade era, na sua maioria, amadora na Suécia.

No entanto, o sucesso chegou rapidamente ao país, com o atingir por parte da Suécia das meias-finais do EURO '92, por si organizado, a que se seguiu o terceiro lugar no Campeonato do Mundo, dois anos depois. Contudo, no final da sua carreira como dirigente máximo da SvFF, que durou 21 anos, Lagrell disse ao UEFA.com que a sua melhor recordação é a mais recente: "O nosso jogo contra a Holanda [a 11 de Outubro] quando nos qualificámos para o EURO 2012 – uma noite fantástica de futebol."

Após mais duas épocas no cargo, Lagrell prepara-se para passar o testemunho ao sucessor Karl-Erik Nilsson, num momento simbólico da despedida ao desporto que sempre amou. "Enquanto estiver vivo e tiver energia, estarei sempre envolvido no futebol. Mas penso que não poderá ser a mesma pessoa a liderar a federação por tempo indeterminado."

A sua escolha para a liderança do futebol sueco aconteceu depois de uma vida inteira dedicada à modalidade. "Comecei como dirigente num clube muito pequeno, aos 15 anos", explicou o sueco, de 72 anos. "Nunca imaginei nessa altura que seria dirigente o resto da minha vida. Mas não me arrependi um segundo que seja. O futebol sueco não tem nada que me agradecer. Sou eu que tenho de dizer obrigado ao futebol sueco. Passei anos fantásticos no futebol sueco."

Entre os pontos altos mais óbvios está o Verão sueco de 1992 e a medalha de bronze no Mundial de 1994, nos Estados Unidos. No entanto, essas não são, para Lagrell, as suas melhores recordações. "As memórias vão desaparecendo, pelo que os tempos mais recentes são aqueles que ficam. Para mim é o jogo contra a Holanda, que nos garantiu o apuramento para a Polónia e para a Ucrânia. Foi uma fantástica noite de futebol, uma daquelas que temos que viver para perceber quão brilhante é o jogo no seu melhor."

Esse triunfo por 3-2 ante a Holanda, vencedora do Grupo E, valeu o passaporte à Suécia para o UEFA EURO 2012 como melhor segundo classificado, para além de ter estragado o registo 100 por cento vitorioso dos comandados de Bert van Maarwijk. Foi ainda o final ideal para o Råsundastadion. A próxima vez que a Suécia disputar um encontro oficial já será no novo Estádio Nacional, em construção a um quilómetro do Råsunda.

Com Lagrell a preferir deixar para os outros o juízo sobre o seu legado, a melhoria das infra-estruturas constituiu uma das suas mais importantes apostas. "Há dez anos, queríamos um novo recinto para a selecção e para os clubes da Allsvenskan (primeira liga sueca). Estamos quase lá", disse Lagrell, que, nos últimos anos, viu serem erguidos novos estádios em Boras, Gotemburgo, Malmo e Kalmar.

Alguns desses palcos vão receber o UEFA Women's EURO 2013, a próxima grande competição a ser organizada na Suécia. O desenvolvimento do futebol feminino foi outro projecto particularmente querido.

"O futebol feminino moderno começou nos países escandinavos na década de 1960. Hoje, pelo menos 150 países membros da FIFA praticam futebol feminino. Tanto a FIFA como a UEFA têm feito um excelente trabalho no seu fomento.
 Somos um dos países em que o futebol feminino é mais forte do que o masculino. Cerca de 30 por cento dos nossos praticantes são do sexo feminino", disse Lagrell.

"Quando comecei, não havia uma mulher que ganhasse uma coroa que fosse a jogar futebol. Agora cinco ou seis são profissionais fora do país. O resto das nossas internacionais são, de uma forma ou outra, profissionais."

O êxito continuado das selecções é o desejo de Lagrell para o futuro do futebol sueco. Descreve as selecções nacionais como "o motor que mantém o jogo em acção" e aponta o facto de o país não ser muito populoso e ter um clima naturalmente adverso como sendo os principais desafios.

"Jogamos sete ou oito meses por anos comparado comparados com os 12 dos nossos adversários. Por isso, se queremos ter a ambição de jogar todas as fases finais das grandes competições, é preciso muito trabalho. Não há nada que diga que um país do tamanho do nosso deva estar em cada fase final. E não estamos. Mas se formos a duas em três, isso seria um enorme feito para a futura direcção da SvFF."

Última actualização: 26-03-12 13.36CET

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