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Ugra derrota Inter e leva o troféu de volta para a Rússia

A espera de oito anos dos clubes russos por erguerem pela terceira vez a Taça UEFA Futsal chegou ao fim com o estreante Ugra a bater o anfitrião Inter numa emocionante final, em Guadalajara.
por Paul Saffer
de Guadalajara
Ugra derrota Inter e leva o troféu de volta para a Rússia
Zviad Kupatadze (Ugra Yugorsk) ©Sportsfile

Ugra derrota Inter e leva o troféu de volta para a Rússia

A espera de oito anos dos clubes russos por erguerem pela terceira vez a Taça UEFA Futsal chegou ao fim com o estreante Ugra a bater o anfitrião Inter numa emocionante final, em Guadalajara.

A espera de oito anos dos clubes russos por erguerem pela terceira vez a Taça UEFA Futsal chegou ao fim, com o estreante Ugra Yugorsk a bater o anfitrião Inter FS, dos portugueses Ricardinho e Fernando Cardinal, numa emocionante final, em Guadalajara.

O Ugra já tinha mostrado todo o seu valor na Ronda de elite, fase em que afastou o detentor do troféu, o Kairat Almaty, ao batê-lo por 5-2. Isso significou que pela segunda vez na história da competição, e pela primeira desde 2006/07, o campeão em título não marcou presença na Fase final. Apesar de estreante, porém, a equipa do Ugra estava longe de ser inexperiente, dado contar no plantel com Vladislav Shayakhmetov e Andrei Afanasyev, jogadores que tinham feito parte do último êxito de um clube russo na prova, em 2008 pelo Sinara Ekaterinburg, e ainda com Robinho, que tinha já também vencido a competição, em 2005, ao serviço do Action 21 Charleroi.

O Benfica, vencedor da prova em 2010, foi o adversário do Ugra nas meias-finais e o jogo chegou ao fim dos 40 minutos com as duas equipas empatadas 3-3, depois de as "águias" marcarem já perto do fim o golo que ditou a igualdade. O guarda-redes e capitão do Ugra, Zviad Kupatadze, foi expulso quando o resultado estava ainda em 1-1, por defender uma bola com a mão ainda fora da sua área, mas o seu substituto, Sergei Slemzin, exibiu-se a um excelente nível. Depois de as duas equipas marcarem mais um golo cada no prolongamento, o guardião defendeu o penalty do benfiquista Rafael Henmi no desempate por penalties e Robinho converteu, sem problemas, o seguinte, colocando o Ugra na final.

Três vezes vencedor da competição, registo que constitui um recorde, o Inter contou com um pavilhão lotado para o apoiar na sua meia-final, frente ao também estreante Pescara, que se tornou na primeira equipa a entrar em prova na Fase preliminar e a atingir a Fase final. O Pescara foi mesmo a primeira equipa a marcar, por intermédio de Mauro Canal, mas Ricardinho e Cardinal deram a volta ao resultado, antes de Rafael fazer o 3-1 logo no primeiro minuto da segunda parte. Adolfo Salas ainda reduziu para a turma italiana, relançando a emoção no encontro, antes de Mario Rivillos marcar já perto do fim para a formação espanhola, fixando o resultado em 4-2.

O Pescara parecia, depois, destinado a conquistar a medalha de bronze, ao ver-se a ganhar por 2-0 ao Benfica no jogo de atribuição do terceiro lugar. Mas a sua vantagem dissipou-se, com o Benfica a chegar ao empate e a acabar por vencer no desempate por penalties por 2-0, com Juanjo, guarda-redes dos "encarnados" e antigo guardião do Murcia FS, a ter assim estado envolvido em cinco dos nove desempates por peanlties da história da competição.

Depois de três jogos emocionantes, era justo que a final também fosse disputada até ao fim, como acabou por ser. Ricardinho, lesionado frente ao Pescara, jogou, mas não estava no seu melhor, e Slemzin voltou a dar nas vistas pelo Ugra. Ambas as equipas estiveram em vantagem na primeira parte, antes de o resultado se fixar em 2-2 entre o 18º e o 38º minuto, altura em que Afanasyev deu o melhor seguimento a um canto cobrado pelo Ugra. A 55 segundos do fim, Katata colocou a bola no fundo da baliza deserta e fez o 4-2.

O Inter, contudo, não desistiu e Daniel Shiraishi reduziu a desvantagem. Logo depois, Ivan Chishkala, do Ugra, foi expulso e houve ainda tempo para a equipa da casa enviar uma bola ao poste, mas a formação da Rússia segurou mesmo o triunfo e seguiu assim as pisadas dos compatriotas do Dínamo (2007) e do Ekatrinburg (2008). "Não se consegue derrotar o Inter passando apenas a bola de um lado para o outro," salientou Kakà, treinador do Ugra. "É preciso mostrar muito coração, vontade e espírito de sacrifício".

http://pt.uefa.com/futsalcup/history/season=2016/index.html#ugra+estreia+ganhar