Buffon ultrapassa Casillas como recordista europeu de internacionalizações

Gianluigi Buffon somou o 168º jogo por Itália na vitória de 2-0 sobre a Albânia e ultrapassou o recorde europeu estabelecido por Iker Casillas em Junho: recordamos os 12 primeiros da lista.

Gianluigi Buffon (Italy)
©AFP/Getty Images

Gianluigi Buffon somou a sua 168ª internacionalização por Itália na vitória por 2-0 sobre a Albânia, no Grupo G, em Palermo e ultrapassou o também guarda-redes Iker Casillas, que, por seu lado, tinha passado o recorde europeu de Vitālijs Astafjevs a 1 de Junho, quando a Espanha defrontou a Coreia do Sul.

Recordamos os 12 europeus com mais jogos pela respectiva selecção, com um compatriota de Casillas a subir na lista.

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Gianluigi Buffon (Itália) – 168*
Radiante quando, em 2011, ultrapassou o recorde nacional de Dino Zoff, com 111 jogos pela selecção ("quando fiz a minha estreia por Itália, em 1997, chegar a estes números era apenas um sonho para mim", disse), Buffon sagrou-se campeão do Mundo pelos "azzurri" em 2006 e, com 38 anos, espera ter ainda mais alguns anos pela frente na baliza. Os 168 jogos disputados não fixaram somente um marco na Europa, pois são o máximo de internacionalizações de um jogador no activo e o confronto diante da Albânia foi também a partida 1000 de Buffon como profissional.

Iker Casillas (Espanha) – 167*
Uma guarda-redes fantástico no Real Madrid CF, agora a defender as redes do FC Porto, Casillas afirmou que representar a Espanha era algo especial: "Responsabilidade. Orgulho. Satisfação. Felicidade. Compromisso. Respeito por quem me precedeu. Uma infinidade de palavras – e dar tudo pelos adeptos espanhóis." Com David de Gea firme como titular, Casillas não tem conseguido ultrapassar a 167ª internacionalização, somada em Junho.

Vitālijs Astafjevs (Letónia) – 166
"Eu amo o futebol e sempre amei", disse o voluntarioso médio quando fez a sua última partida internacional, com 39 anos, em 2010. O auge da carreira de Astafjevs ocorreu quando representou a Letónia no UEFA EURO 2004: "Conseguimos um milagre, todos ficaram espantados. Foi uma verdadeira felicidade."

Martin Reim (Estónia) – 156
"Não há maneira de eu continuar a jogar até morrer", disse o médio Reim no seu jogo de despedida – aos 38 anos – em 2009, concluindo uma carreira de 17 anos na selecção. O baluarte do Flora Tallinn apenas por uma vez jogou no estrangeiro, nos finlandeses do KooTeePee.

Lothar Matthäus (Alemanha/República Federal da Alemanha) – 150
Campeão europeu em 1980 e campeão do Mundo em 1990, o esteio do meio-campo atravessou duas eras do futebol germânico. Diego Maradona disse dele: "É o maior rival que jamais enfrentei. Penso que é tudo o que precisam de saber."

Robbie Keane (Republic of Ireland)
©Sportsfile

Robbie Keane (República da Irlanda) 146
Keane despediu-se da selecção em Agosto, após 68 golos em mais de 18 anos ao serviço da Irlanda. Apenas Ferenc Puskás, Sándor Kocsis e Miroslav Klose conseguiram mais, apesar de Cristiano Ronaldo ter igualado Keane este domingo.

Anatoliy Tymoshchuk (Ucrânia) – 144
O UEFA EURO 2016 foi o fim da linha para Tymoshchuk na selecção, ele que alcançou as 100 internacionalizações em 2010. Em 2011, foi eleito Melhor Jogador da Ucrânia pós-independência.

Anders Svensson (Suécia) – 143
O médio e especialista em livres directos terminou a carreira internacional em 2013, sublinhando: "É tempo de eu sair e abrir caminho aos jogadores mais jovens". "Taco-Anders" – assim apelidado devido ao seu prato favorito – alinhou em dois Campeonatos do Mundo e dois Campeonatos da Europa.

Thomas Ravelli (Suécia) – 143
O guarda-redes com um olhar distinto prosperou ao mais alto nível. "Quando jogava sob pressão era quando conseguia os melhores desempenhos", disse. "Eu precisava daquela pressão."

Lilian Thuram (França) – 142
Thuram venceu o Campeonato do Mundo de 1998 e o UEFA EURO 2000, integrando uma histórica selecção de França, onde continuou a jogar até aos 36 anos. "Se houver uma bola para ganhar de cabeça ou para meter no fundo da baliza, eu estarei lá", disse o defesa nascido em Guadalupe, baptizado de "O Sábio" em França.

Marko Kristal (Estónia) – 142
Nas suas próprias palavras "uma pessoa alegre por natureza", Kristal foi muito apreciado como médio na selecção, entre 1992 e 2005, período em que desistiu de contar os seus jogos pela selecção. "Quando cheguei perto dos 100 foi interessante, mas desde então perdi a conta", disse.

Giorgos Karagounis (Grécia) – 139
Karagounis despediu-se da selecção no final da participação da Grécia no Campeonato do Mundo de 2014. O seu único lamento foi ter sido impedido, dado estar castigado, de jogar a final do UEFA EURO 2004, que os helénicos venceram. "Não devemos ser gananciosos", disse, conformado. "Nós já conseguimos tanto."

Sergio Ramos (Espanha) – 140*
Jogador europeu mais jovem a atingir as 100 internacionalizações, em Março de 2013, com 26 anos, Ramos certamente tem mais tempo para bater outros recordes, contando já com dois Campeonatos da Europa da UEFA e um Campeonato do Mundo no seu currículo.

*ainda em actividade na selecção