História

Sábado, 30 de julho de 2005
A Alemanha faz a festa em MalmoA Alemanha faz a festa em Malmo (©Getty Images)Fotos/WallpapersFotos/Wallpapers »

A Alemanha tornou-se na nona selecção a vencer o Campeonato da Europa de Sub-21, ao bater a Inglaterra, por 4-0, na final da prova em 2009, realizada na Suécia. Pela primeira vez em quatro das edições anteriores da prova, os vencedores não tiveram a hipótese de defender o troféu.

Bis da Holanda
A Holanda conquistou o Europeu em 2006, tendo revalidado o título em casa, em 2007. Ainda assim, na tentativa de defender o ceptro, as ambições da selecção "laranja" terminaram na fase de qualificação, factor que atesta bem a competitividade do torneio. As conquistas recentes da Holanda colocaram-na em igualdade com a Espanha, Inglaterra e União Soviética, com duas vitórias cada. Ainda assim, estas selecções são ofuscadas em termos de títulos pela Itália, que já venceu por cinco vezes o Europeu. Jugoslávia (1978), França (1988) e República Checa (2002) completam o lote de vencedores.

Vitória da Jugoslávia
A primeira fase final do Campeonato da Europa de Sub-21, que teve lugar em 1978, estabeleceu a base das edições seguintes. Mais de 25 mil espectadores encheram o Estádio Pod Bijelim Bregom, em Mostar, para ver a Jugoslávia defender a vantagem de 1-0 conquistada na primeira mão na República Democrática da Alemanha. E não sairiam desiludidos. Vahid Halilhodžić assinou um "hat-trick" na primeira parte, mas o jogo terminaria empatado a quatro golos, resultado que deu à nação dos Balcãs o primeiro título, por 5-4 no total das duas mãos.

Estrelas do futuro
Desde então, a competição tem estado à altura das expectativas, oferecendo uma demonstração de talento por parte dos melhores jovens jogadores do continente europeu. Exemplo disso foi o golo de livre directo de Andrea Pirlo na final de 2000 ou a grande penalidade defendida por Petr Čech que ajudaria a República Checa a ganhar o troféu dois anos mais tarde. As estrelas do futuro destacaram-se nesta prova antes de se imporem nos seus clubes e nas selecções principais dos respectivos países.

Degrau
O formato foi-se alterando ao longo dos anos, mas a razão de ser da competição ainda é a mesma: oferecer um degrau para os jovens se imporem nos palcos internacionais. A lista de jogadores que se mostraram nesta autêntica escola do futebol europeu é um belo testemunho do seu sucesso. Roberto Mancini, Zinédine Zidane, Rudi Völler, Davor Šuker, Luís Figo, Raúl González e Frank Lampard contribuíram para transformar o Europeu de Sub-21 num dos pontos altos do calendário futebolístico.

Sucesso búlgaro
A actual fase final de oito equipas é aclamada mundialmente, mas sofreu desenvolvimentos consideráveis desde que a UEFA apresentou a ideia às federações filiadas, em Janeiro de 1967. O conceito, na altura, era a criação de "uma taça para selecções nacionais compostas por jogadores Sub-23". Dezassete federações aderiram à ideia, tendo a Bulgária e a RDA disputado a primeira partida. A mesma teve lugar em Stara Zagora, no dia 7 de Junho de 1967, sendo que o triunfo coube aos búlgaros, por 3-2, que assim se sagraram os primeiros campeões. Tal como no boxe, o campeão tinha apenas de defender o título contra uma série de candidatos, tendo a Bulgária e a Jugoslávia dominado os primeiros anos da competição. Tinha sido lançada a base da actual competição.

Domínio dos "azzurrini"
Foi apenas em 1976 que o limite de idade passou para Sub-21, quando a UEFA decidiu que o fosso entre os níveis Sub-18 e Sub-23 era demasiado grande. Nessa altura, o formato de desafio ao campeão tinha dado lugar a grupos de qualificação, seguidos de uma competição por eliminatórias que tinha início nos quartos-de-final. A Jugoslávia prolongaria o domínio de Leste vencendo a primeira final em Mostar; seria a Itália, no entanto, a deixar a maior marca na competição. Os "azzurrini" venceram o Europeu de Sub-21 por cinco vezes e deslocaram-se a Portugal em 2006 na condição de campeões, depois da vitória sobre a Sérvia e Montenegro, por 3-0, perante os 20 mil espectadores que testemunharam ao vivo a final de Bochum, dois anos antes.

Holanda campeã
A Itália conquistou o título pela primeira vez em 1992 e defendeu-o com sucesso dois anos depois, quando as meias-finais e a final foram disputadas num único torneio em França, situação inédita. Pierluigi Orlandini marcou o golo da vitória italiana no prolongamento em Montpellier, na primeira final a ser decidida num só jogo. A fase final alargou-se a oito equipas na Roménia em 1998, altura em que a Espanha interrompeu a senda de sucesso dos italianos, mas os "azzurrini" recuperaram o título em 2000, ano de estreia da fase de grupos. A República Checa, União Soviética, França, Inglaterra e Holanda, campeã pela primeira vez em 2006, foram os outros vencedores do torneio.

Alemanha triunfante
Em 2007, a competição passou a ser disputada em anos ímpares, para que não colidisse com o Campeonato da Europa ou com o Campeonato do Mundo. A jogar em casa, a Holanda bateu a Sérvia na final, por 4-1, conquistando o troféu perante os seus adeptos. Contudo, a turma "laranja" falhou a qualificação dois anos depois, já que a Suíça os deixou pelo caminho na fase de qualificação. Na prova realizada na Suécia, foi a Alemanha a brilhar mais alto, já que a formação de Horst Hrubesch "vingou" a final de 1982, diante da Inglaterra, tendo vencido por 4-0 em Malmo.  

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