Valência e a força da defesa
Terça-feira, 1 de junho de 2004Perfeitamente enquadrado numa época em que as defesas dominaram, o central do Valencia CF, Benito Carboni, aos 39 anos e 43 dias, tornou-se no jogador mais velho a vencer uma final europeia. Vicente Rodríguez e Mista foram os autores dos golos, em Gotemburgo, na vitória, por 2-0, sobre o Olympique de Marseille, mas o grande símbolo da disciplina da equipa de Rafael Benítez foi mesmo o defesa.
Sporting pelo caminho
Ao longos dos 13 jogos que culminaram com o triunfo do Valência na prova, os espanhóis averbaram apenas uma derrota, frente à equipa-sensação da época, o Gençlerbirligi SK. Os ilustres desconhecidos turcos haviam eliminado o Blackburn Rovers FC, Sporting e Parma FC, mas um golo de Vicente, no prolongamento, valeu a passagem da quarta-eliminatória. A vítima seguinte do Valência foi o FC Girondins de Bordeaux, antes dos compatriotas do Villarreal CF, que sucumbiram a um golo de Mista, o único das duas mãos da meia-final.
Golos de Drogba
O Marselha, que entrou em prova após ter ficado em terceiro na fase de grupos da UEFA Champions League, também baseou o seu sucesso numa defesa sólida, com o costa-marfinense Didier Drogba a fornecer o poder de ataque. Drogba assinou seis golos nas quatro eliminatórias, frente ao FC Dnipro Dnipropetrovsk, Liverpool FC, Internazionale FC e Newcastle United FC, com a equipa de José Anigo a avançar segura para a final, apoiada numa defesa que sofreu apenas dois golos, frente ao Liverpool.
Festejos a dobrar
A defesa do Marselha, composta por três elementos, manteve-se inviolada perante o Inter e o Newcastle, mas o Valência deu-se bem melhor. O veterano guarda-redes Fabien Barthez, o único sobrevivente da equipa que venceu a UEFA Champions League de 1993, foi expulso pouco antes do intervalo, e, depois de Vicente ter cobrado com sucesso o penalty que se seguiu, a vitória não fugiu aos espanhóis, que dias antes haviam festejado a conquista do campeonato.
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