Festa espanhola
Quarta-feira, 4 de novembro de 2009Um remate soberbo de longa distância de Zdravko Kuzmanović, a 11 minutos do final, permitiu ao VfB Stuttgart conquistar um merecido ponto em casa do Sevilla FC que, apesar do empate, garantiu a passagem à fase seguinte da UEFA Champions League.
Inferioridade numérica
Os líderes do Grupo G chegaram ao intervalo em vantagem graças a um golo de Jesús Navas, mas depois foram condicionados pelas lesões de Arouna Koné e do suplente Aldo Duscher, que deixaram os espanhóis em inferioridade numérica nos últimos 15 minutos. Os alemães aproveitaram e Kuzmanović marcou num disparo fortíssimo efectuado da zona onde jogava Duscher e que ainda tabelou ligeiramente no suplente Julian Schieber.
Sozinhos na frente
Os dois treinadores apostaram por jogar inicialmente com apenas um avançado, com o Sevilha a apostar em Luis Fabiano e o Estugarda em Pavel Pogrebnyak. Contudo nenhuma das equipas foi capaz de servir os atacantes nas melhores condições, mas Fabiano criava perigo sempre que conseguia tocar na bola. O internacional russo do Estugarda mostrou ser lutador, enquanto Fabiano mostrou classe. Embora o treinador dos espanhóis, Manuel Jimenez, prefira jogar em 4-4-2, desta vez apostou num trio de criativos – Navas na direita, Arouna Koné no centro e Diego Capel na esquerda – para darem apoio ao brasileiro, considerado "o melhor ponta-de-lança do Mundo" por Dan Petrescu, treinador do FC Unirea Urziceni.
Assistência fabulosa
"O Fabuloso" mostrou visão de jogo e precisão na jogada do primeiro golo. Fabiano estava a 30 metros da baliza quando recebeu um passe forte de Ndri Romaric, mas com um toque de primeira fez um passe bombeado que deixou Navas isolado rumo à área do Estugarda. O capitão rematou de pé direito e marcou o seu segundo golo na UEFA Champions League, colocando o Sevilha em vantagem e permtindo a Fabiano ser o jogador com mais assistências na fase de grupos, com um total de quatro passes para golo. O Sevilha foi depois obrigado a apostar em Álvaro Negredo para o lugar do lesionado Arouna Koné. Os andaluzes voltavam ao seu sistema com dois avançados e Negredo esteve quase a marcar. Matthieu Delpierre foi imprudente, perdeu a bola para Navas e este cruzou atrasado para Negredo, mas Jens Lehmann conseguiu defender o remate de pé esquerdo.
Batalha táctica
Independentemente de quaisquer deficiências que o treinador Markus Babbel tenha visto na equipa visitante durante o primeiro tempo, o alemão também detectou fragilidades no flanco esquerdo do Sevilha. A equipa da Bundesliga apostou em Stefano Celozzi e Sebastian Rudy para a ala direita, nos lugares de Khalid Boulahrouz e Roberto Hilbert, sendo que as alterações deram resultado. Os visitantes passaram a ter mais posse de bola e oportunidades de golo, pelo que a vantagem do Sevilha parecia curta. A pressão culminou num forte remate de Kuzmanović aos 54 minutos que Javi Varas defendeu com os joelhos. Na recarga, Pogrebnyak rematou de cabeça à trave e, com Varas desequilibrado, Serdar Tasci desperdiçou a oportunidade de marcar com um remate que saiu à figura do guarda-redes. Na batalha táctica, Jimenez respondeu com as entradas de Diego Perotti e Duscher.
Empate
A alteração equilibrou o encontro, mas a saída de Duscher, que sofreu uma lesão numa coxa, deixou os alemães em vantagem numérica. A última palavra pertenceu a Kuzmanović que, após receber a bola de Pogrebnyak, disparou de forma indefensável a 20 metros da baliza. O resultado acabou com o registo 100 por cento vitorioso do Sevilha no seu estádio em jogos da UEFA Champions League, pois o clube da Andaluzia não conseguiu vencer ao sétimo jogo disputado no Ramón Sánchez-Pizjuán.
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