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Van Basten brilha pela Holanda

Quarta-feira, 16 de abril de 2008
A Holanda venceu o Europeu em 1988A Holanda venceu o Europeu em 1988 (©empics)Fotos/WallpapersFotos/Wallpapers »

Depois de ter sido eliminada da edição de 1984 em circunstâncias dramáticas, a República Federal da Alemanha ansiava por altos voos, quando teve a primeira oportunidade de receber a fase final do Campeonato da Europa.

Poderoso anfitrião
Após conseguirem a segunda presença consecutiva na final do Campeonato do Mundo, agora com Franz Beckenbauer como técnico principal, os germânicos reforçaram a equipa com unidades como Jürgen Klinsmann, Jürgen Kohler e Thomas Berthold, para além de Rudi Völler, recuperado de uma lesão. No entanto, até para a fortíssima selecção anfitriã existiam grandes adversários no horizonte.

Fornada promissora
A detentora do título, a França, não se conseguiu apurar, o que deixou a Itália como mais provável adversária da Alemanha no que à luta pelo Europeu dizia respeito. E a verdade é que a sua fornada de jovens jogadores, incluindo Paolo Maldini e Gianluca Vialli, fez jus ao seu favoritismo no primeiro jogo do Grupo 1. Os dois candidatos ao título empataram a uma bola, antes de baterem a Dinamarca e a Espanha. Uma melhor diferença de golos colocou os anfitriões à frente da Itália.

Estreia irlandesa
O Grupo 2 integrou uma selecção inglesa que se revelou impressionante na fase de apuramento, mas a sua campanha na fase final começou da pior forma, face à derrota por 1-0 frente à República da Irlanda, orientada por Jack Charlton. No fim, nenhuma das duas equipas logrou seguir em frente, com a União Soviética e a Holanda a garantirem o apuramento para as meias-finais, isto embora os irlandeses tenham ficado a apenas oito minutos desse objectivo mediante um nulo diante da Holanda.

Trio talentoso
O remate certeiro de Wim Kieft acabou por fazer a diferença nesse encontro, mas as verdadeiras estrelas do conjunto de Rinus Michels eram Frank Rijkaard, Ruud Gullit e Marco van Basten, todos eles do AC Milan. Suplente utilizado na derrota inaugural por 1-0 frente à URSS, o goleador Van Basten esteve extremamente inspirado no jogo seguinte da selecção "laranja", ao assinar um "hat-trick" no triunfo crucial sobre a Inglaterra, por 3-1.

Os heróis de Hamburgo
Os soviéticos imitaram esse resultado no seu embate com os ingleses, antes de baterem a Itália por 2-0 nas meias-finais, com Oleg Protassov a facturar. No entanto, a grande sensação ocorreu em Hamburgo, onde os holandeses venceram os seus vizinhos alemães pela primeira vez em 32 anos, isto apesar de terem ficado em desvantagem face ao penalty cobrado por Lothar Matthäus. Ronald Koeman empatou da marca de grande penalidade, tendo Van Basten feito mais tarde o 2-1, vingando dessa forma a derrota na final do Campeonato do Mundo de 1974 e agendando novo despique com a URSS.

Magia holandesa
Quase 60 por cento da população holandesa assistiu ao sucesso da sua selecção na final, onde os "futebolistas totais" da década de 70 tinham fracassado. Gullit inaugurou o marcador com um cabeceamento, antes de uma verdadeira obra-prima selar o resultado. Recebendo a bola numa posição aparentemente impossível para alvejar a baliza, Van Basten desferiu um fantástico remate de primeira com o seu pé direito, que fez a bola passar por cima do guarda-redes Rinat Dasaev e entrar ao poste mais distante. Hans van Breukelen defendeu mais tarde um penalty, mas é o tento de outro mundo de Van Basten que irá permanecer para sempre nos anais do futebol.

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