A Itália conquistou o Campeonato da Europa de Sub-21 pela quinta vez em sete tentativas com um triunfo, por 3-0, na final frente à Sérvia e Montenegro, realizada em Bochum. Mas a equipa comandada por Claudio Gentile parecia um campeão improvável, depois de ter perdido, por 2-1, no seu jogo inaugural do Grupo A, frente à Bielorrússia. "Depois de a Bielorrússia nos ter ganho, disse a mim mesmo: ‘Ou vamos até ao fim ou ficamos já aqui’. Poucos eram os que apostavam em nós depois de ter-mos perdido com os bielorrussos, mas esta equipa tem recursos infindáveis e provou-o. Fomos pacientes e saimos recompensados por isso", indicou Gentile.
Melhorias italianas
Duas vitórias consecutivas rapidamente mudaram o ambiente na comitiva italiana. Dois golos de Giuseppe Sculli valeram o triunfo por 2-1 sobre a Sérvia e Montenegro e, dois dias depois, os italianos venceram a Croácia, por 1-0. A vitória deu aos "azzurrini" a qualificação para as meias-finais, aos quais se juntaram a Sérvia e Montenegro, que ficou na segunda posição, com seis pontos.
Suécia progride
A Suécia foi a selecção mais forte do Grupo B, com Johan Elmander a impressionar pelos nórdicos nos triunfos frente a Portugal, Alemanha e Suíça. A anfitriã Alemanha apenas necessitava de um empate frente a Portugal para chegar às meias-finais, mas um fantástico tento de Lourenço nos instantes finais qualificou os lusos. Todavia, nas meias-finais, os portugueses não foram suficientemente fortes. A Itália encontrou o seu fio-de-jogo e triunfou facilmente por 3-1, mercê de um "bis" do então dianteiro do Parma FC, Alberto Gilardino.
Golos de Gilardino
Essa vitória levou a outro encontro com a Sérvia e Montenegro, que se qualificou para a final em grande estilo. A equipa dirigida por Vladimir Petrović também parecia ter ficado pelo caminho na meia-final, mas um golo de Milos Marić no período de descontos levou a partida para o prolongamento. A Sérvia e Montenegro passaria através do desempate por pontapés da marca de grande penalidade, mas sorte dos eslavos ficou-se pelas meias-finais. Sete dos jogadores italianos na final haveriam de chegar, pouco depois, à selecção principal, com Daniele Bonera, Christian Zaccardo, Andrea Barzagli, Daniele De Rossi e Gilardino a provarem que o futuro dos "azzurri" estava em boas mãos. Os comandados de Gentile inspiraram-se perante os 20.292 espectadores presentes em Bochum. De Rossi, Cesare Bovo e Gilardino apontaram os tentos dos "azzurrini", que assim se desforraram da partida da fase de grupos, na qual perderam com a Bielorrússia. A paciência rendera, finalmente, dividendos a Gentile.
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| 4 | Alberto Gilardino | Itália |
| 4 | Johan Elmander | Suécia |
| 3 | Markus Rosenberg | Suécia |
| 3 | Hugo Almeida | Portugal |
| 2 | Benjamin Auer | Alemanha |
| 2 | Danko Lazović | Sérvia e Montenegro |
| 2 | Daniele De Rossi | Itália |
| 2 | Giuseppe Sculli | Itália |
| 1 | Pavel Kirilchik | Bielorrússia |
| 1 | David Degen | Suíça |
| Itália | 3-0 | Sérvia e Montenegro | ||